A gestão e a fiscalização de contratos administrativos constituem atividades fundamentais
para a efetividade da Administração Pública, uma vez que asseguram a correta aplicação dos
recursos e a entrega dos resultados pactuados. O presente artigo analisa os fundamentos
jurídicos dos contratos administrativos, destacando as inovações normativas trazidas pela Lei
nº 14.133/2021 em comparação com a Lei nº 8.666/1993, bem como a importância da atuação
integrada entre gestão e fiscalização. Aborda-se o papel estratégico do gestor público, que
deve conciliar eficiência, transparência e legalidade, ao mesmo tempo em que enfrenta
desafios como a escassez de capacitação técnica, a sobrecarga de atribuições, as limitações
estruturais e as pressões externas. Além disso, discute-se a relevância da fiscalização como
instrumento de controle e prevenção de irregularidades, ressaltando sua função pedagógica no
aperfeiçoamento das práticas administrativas. O estudo também examina as responsabilidades
civil, administrativa e penal atribuídas ao gestor público, evidenciando a amplitude de sua
atuação e a necessidade de garantias institucionais que possibilitem o pleno exercício da
função. Conclui-se que a boa gestão e fiscalização contratual dependem não apenas do
cumprimento de dispositivos legais, mas também de uma cultura organizacional voltada à
governança, à integridade e à profissionalização do serviço público. A superação dos desafios
identificados requer investimentos em capacitação, adoção de ferramentas tecnológicas de
monitoramento e fortalecimento da cultura de responsabilidade, elementos indispensáveis
para a construção de uma Administração Pública mais eficiente, transparente e comprometida
com o interesse coletivo.
Palavras-chave: Gestão de contratos administrativos. Lei nº 14.133/2021. Administração
Pública.