HOUSE OF CARDS E O FINANCIAMENTO PRIVADO DE CAMPANHA : UNDERWOOD E A DISTORÇÃO DA REPRESENTATIVADE POPULAR

2017

Gabriel Armede Iervese

O presente trabalho busca analisar a distorção da representatividade popular causada pelas doações privadas em campanha eleitoral e as interferências do dinheiro no processo eleitoral, fazendo uma correlação com as duas primeiras temporadas da série House of Cards. A partir da percepção da nossa realidade e da verossimilhança presente na série, passa-se a abordar os temas que envolvem a problemática do tema. Para isso analisam-se, primeiramente, conceitos relativos à democracia, seu histórico desde a Grécia Antiga, a igualdade democrática e os fatores reais de poder. Tratou-se também da representatividade, dos representantes e dos mandatos a eles concedidos, bem como o histórico do sufrágio no Brasil e os reflexos e prejuízos do sistema capitalista na democracia. Em seguida analisam-se os modelos de financiamento de campanhas eleitorais (público exclusivo, privado exclusivo e misto) e aquele adotado no Brasil, assim como o abuso do poder econômico e suas interferências no sufrágio e consequências na democracia e na igualdade democrática. Possíveis soluções ou meios de ao menos minimizar essa indevida interferência e aprimorar nosso sistema representativo também são abordadas. A influência da mídia, do marketing eleitoral, seus custos e o oferecimento de vantagens pessoais, mostra o poder do dinheiro e do modo como o ?produto? (candidato) é apresentado tem mais peso que os entraves ideológicos, gerando uma mercantilização das eleições. Por fim, tem-se um capitulo dedicado à série House of Cards, versando sobre seu enredo, principais personagens, a recepção crítica da obra, sua repercussão acadêmica com outros trabalhos e a verossimilhança da obra com nossa realidade. Nesse ponto, analisaram-se os episódios, falas, personagens e ponto em que se associam com o tema proposto