NEOEUGENIA E PROJETOS ASSISTIDOS DE REPRODUÇÃO: OS LIMITES BIOJURÍDICOS À PRÁTICA DE CONDUTAS SELETIVAS EM SEDE DE DIAGNÓSTICOS PROCRIATIVOS
2025 | Graduação
Mariana Helena de Abreu Braga
A presente monografia tem a finalidade de investigar os limites à prática de condutas
seletivas em sede de diagnósticos procriativos, analisando os regramentos
legislativos a respeito da matéria, as disposições sobre o tema inseridas na
Resolução 2.320 do Conselho Federal de Medicina e previsões em documentos
internacionais. O interesse pelo tema emergiu durante as aulas da matéria eletiva
Direito Médico e Bioética, oportunidade em que foram discutidos aspectos do tema,
como conceitos que envolvem a reprodução artificial e a neoeugenia, além de
demonstrado a falta de disciplina jurídica a respeito da matéria. O objetivo geral da
pesquisa é identificar os limites biojurídicos à prática de condutas seletivas na esfera
de diagnósticos nos casos de neoeugenia e projetos assistidos de reprodução. A
metodologia adotada para atingir este objetivo foi a abordagem qualitativa no
desenvolvimento da pesquisa bibliográfica, visto que tem embasamento em
periódicos científicos, na legislação brasileira, na doutrina, em artigos de obras
coletivas, em livros, em teses e dissertações de repositórios de diferentes
faculdades. Além disso, utiliza-se o método dedutivo, propondo hipóteses para que
sejam confirmadas ou não. Assim, foi possível concluir absoluta escassez legislativa
a respeito da matéria, falta de parâmetros normativos para disciplinar as condutas,
bem como o caráter genérico das disposições sobre o tema inseridas na Resolução
2.320/2022 do Conselho Federal de Medicina, de forma que não há demarcação
clara dos limites que envolvem as práticas neoeugênicas, o que resulta em várias
questões controvertidas que precisam de diretriz legal para evitar abuso e violação
ao direito de planejamento familiar, além de gerar insegura jurídica, que ainda se
encontrarem pendentes de solução.
Palavras-chave: reprodução assistida; neoeugenia; diagnósticos procriativos;
patrimônio genético; discriminação genética.